As Obras da Carne – Gl 5:16-21 – Capítulo 5_Parte 1_Idolatria
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As Obras da Carne – Gl 5:16-21 – Capítulo 5_Parte 2_Idolatria
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As Obras da Carne – Gl 5:16-21 – Capítulo 5_Parte 3_Idolatria
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As Obras da Carne – Gl 5:16-21 – Capítulo 5_Parte 4_Obstinação
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As Obras da Carne – Gl 5:16-21 – Capítulo 5_Parte 5_Avareza
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As Obras da Carne – Gl 5:16-21 – Capítulo 5_Parte 6_Feitiçaria
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OS PECADOS ESPIRITUAIS: IDOLATRIA E FEITIÇARIA.

TEXTO BÍBLICO

Gl 5:19-21 “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: … Idolatria e Feitiçaria …” 

ALVO

Demonstrar que Deus abomina a idolatria. E alertar para o fato de que, apesar de muitos considerarem que estamos longe desse pecado, na realidade ele está muito presente o mundo “evangélico”, nas suas mais diversas sutilezas.

ESBOÇO

Introdução

  1. Pecados espirituais
  2. Idolatria
  3. Feitiçaria
  4. Lutando contra a própria vontade

Conclusão

INTRODUÇÃO

Os pecados considerados espirituais refletem a maneira que o homem se relaciona com o mundo espiritual, seja com o Deus único e verdadeiro, revelado pela Escritura Sagrada, seja com o mundo dos demônios.

I.               PECADOS ESPIRITUAIS

1.     Idolatria

O termo idolatria, do grego – εἰδωλο λατρεία (eidolo latreia) – significa prestar culto e adoração a uma imagem.

A prática da idolatria era considerada pelos judeus “como o motivo básico da corrupção do homem, aquele que aliena o homem de Deus, servindo, dessa forma, de alicerce para todos os demais pecados”. [1]  No Novo Testamento Paulo diz que por causa da idolatria Deus abandonou os homens às paixões infames (Rm 1:23-28), buscando satisfazer aos anseios do seu próprio coração.

Assim, é na “idolatria que o homem substitui a adoração espiritual, devida exclusivamente a Deus, pela adoração material e visível”.[2] Uma religião de rituais, buscando dar sentido às suas vidas. 

  1. JUDAÍSMO E IDOLATRIA PAGÃ.

Nos tempos do VT o mundo era dominado pela idolatria pagã – e seus deuses faziam parte da vida dos povos. Adoravam deuses como:

Baal (Nm 22:41 – E sucedeu que, ao alvorecer Balaque tomou a Balaão, e o fez subir aos lugares altos de idolatria de Baal, e viu ele dali a mais extrema parte do povo);

Astarote (Jz 12:13 – Porquanto deixaram ao SENHOR, e serviram a Baal e a Astarote);

Terafins (Jz 17:5 – E teve este homem, Mica, uma casa de deuses; e fez um éfode e terafins, e consagrou um de seus filhos, para que lhe fosse por sacerdote);

Rainha do céu (Jr 7:18 – Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira);

E muitos outros falsos deuses, que eram adorados nos bosques e montes (Dt 12:3 – E derrubareis os seus altares, e quebrareis as suas estátuas, e os seus bosques queimareis a fogo, e destruireis as imagens esculpidas dos seus deuses, e apagareis o seu nome daquele lugar).

O exemplo do bezerro de ouro (Ex 32) mostra a “devoção nacional” trazida do Egito. O Deus que os livrou com mão poderosa foi substituído pela figura de um bezerro construído por Arão.

Os judeus foram severamente instruídos contra a idolatria. Deus lhes disse, em Ex 20:2-5: “Eu sou o SENHOR teu Deus… Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura… Não te encurvarás a elas nem as servirás…”. Mandou que ao entrarem na terra da promessa destruíssem totalmente o povo idólatra, para que não lhes servisse de tropeço (Ex 23:24; 33) e seus deuses por laço (Jz 2:2-3). Também foram advertidos pelos profetas, que descreveram os ídolos como obras das mãos de homens sem entendimento, perante os quais se prostram (Is 44:14-20), sendo eles inúteis, sem poder para o bem ou mal.

  1.  CRISTIANISMO E A IDOLATRIA ROMANISTA.

O Império Romano dominando quase todo o mundo antigo – inclusive na terra de Israel, permitiu as mais diversas práticas idólatras e cultos pagãos. De dentro do judaísmo, surge o cristianismo, cultuando o único Deus e trazendo consigo todas as advertências contra o paganismo e rejeitando a adoração a outros deuses como faziam os gentios. Que, julgando-se sábios, fizeram-se loucos, pois alegavam que os ídolos não são os próprios deuses, mas insistiam que os representavam. Já os cristãos contra-argumentavam que, ao adorarem esses supostos deuses, estavam, na verdade, adorando demônios (1Co 8:4-6 e 10:19-21).

Nessa cultura idólatra, os cristãos sofreram perseguição, mas não negaram a sua fé, chamando a atenção do Imperador romano Constantino (320d.C.) que viu a possibilidade de unir poder político e religioso. Supostamente converteu-se ao cristianismo, permitindo liberdade de culto, ajudando na construção de templos e posteriormente influenciando nas decisões eclesiásticas. Tempos depois, já transformado na religião oficial do Império, construiu um cristianismo idólatra – que veio a ser a Igreja Católica Apostólica Romana.

Essa instituição possibilitou que uma série de práticas, cerimônias e festividades pagãs com “novas roupagens” fossem transferidas para o cristianismo, com o objetivo de acomodar e satisfazer os pagãos que se convertiam à nova fé. Isto não ocorreu de forma abrupta, mas, ao longo dos anos.

Vejamos algumas dessas práticas pagãs que foram adotadas e chegaram até os nossos dias:

A deusa Semíramis, “a rainha dos céus”, cuja adoração tem origem no falso sistema de culto Babilônico. Semíramis era casada com seu filho Ninrode (Gn 10:8-10) e após a morte dele, estando ela grávida, deu à luz a Tamuz. Semíramis reivindicou que este filho era a reencarnação de Ninrode, cuja morte foi para a “salvação da humanidade”. Para permitir que o povo babilônio adorasse melhor essa criança, foi criada uma gravura entalhada em madeira, retratando-a nos braços da mãe. A partir dessa origem pagã, a história da Virgem Mãe, a Rainha dos Céus, alastrou-se por todo o mundo. No Egito, era chamada de Athor, no Tibete e na China, era chamada de Virgem Deipara, na Grécia, era chamada de Héstia, em Roma, era chamada de Juno. [3]

A Igreja romana viu a possibilidade de atrair os pagãos para sua religião, quando instituiu, em 431 D.C. o culto a Maria – A Mulher com o bebê nos braços, e sua imagem, “explicando que servia para contrabalançar com as famosas deusas pagãs que desfilavam nas procissões de Roma, inferiorizando o cristianismo”. [4]

  • Dia 25 de dezembro – festa pagã – passou a comemorar o nascimento de Jesus. [5]

De fato, muito antes de Cristo nascer, 25 de dezembro era mundialmente o mais reconhecido e celebrado feriado da antiguidade entre as nações idólatras. Esse dia era universalmente reconhecido e celebrado como o nascimento do deus-sol Mitra, que também era conhecido por diversos nomes em outras partes do mundo. O nascimento de outras divindades solares, como Osíris, Hórus, Hércules, Baco, Adônis, Júpiter, Tamuz, Saturno etc., também era celebrado em 25 de dezembro.

Era a celebração do Solstício de Inverno! [6] Um período de festanças, orgias e bebedices (exatamente do mesmo modo que muitos celebram ainda hoje). As atuais tradições natalinas, como a decoração do pinheiro, as luzes, os enfeites de folhas de azevinho e flor-de-natal (também conhecida como poinsétia, ou flor-de-papagaio) a troca de presentes, as festas e comemorações, são todos elementos essenciais desse Solstício de Inverno pagão.

Foi no século 5° que a Igreja Católica ordenou que se observasse o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro, o dia da antiga festa pagã romana.

  • Árvore de Natal – símbolo pagão. [7]

Apesar da polêmica sobre a origem da árvore de Natal, sabe-se que esse símbolo foi herdado de religiões pagãs da antiguidade. Os romanos, por exemplo, durante a Saturnália, festival em homenagem ao deus Saturno, usavam árvores para enfeitar os templos. Já os egípcios usavam palmeiras durante os rituais de adoração a Rá, o deus Sol.

Para muitas culturas antigas, as árvores que ficavam verdes durante todo o ano, chamadas de perenifólias, eram símbolos de prosperidade. Nos povos que habitavam locais de inverno rígido, essas árvores eram marcantes, pois permaneciam verdes mesmo durante o inverno. Assim, a ideia de colocar árvores com folhas permanentemente verdes dentro de casa passou a ser associada à ideia de garantia de fertilidade.

Com o passar do tempo e à medida que a Europa era cristianizada, a árvore como símbolo pagão foi aos poucos integrada aos costumes cristãos.

  • Festas consagradas a ídolos – Juninas.

A Igreja Católica, que, no processo de assimilação dos antigos cultos pagãos europeus – na transição da Idade Antiga para a Idade Média –, acabou por substituir os rituais dedicados aos deuses médio-orientais, gregos, romanos e nórdicos por festas dedicadas aos “santos” – ídolos (João, Pedro, Antônio). Havia, na segunda quinzena do mês de junho, o culto a deuses da natureza, das plantações, colheitas etc. [8]  Nesta época, ocorria o solstício de verão na Europa, quando o sol começa a baixar no horizonte (os dias começam a ficar mais curtos lentamente) e, para ajudar a estrela nesse transe, o astro era aquecido com as fogueiras. [9]

Desde o começo do Cristianismo sempre existiram crentes verdadeiros e cristãos professos. Os crentes verdadeiros não se submeteram à idolatria e suas festividades e foram e sempre serão perseguidos.

  1.  SUTILEZAS DA IDOLATRIA.

A idolatria no sentido de adorar imagens, datas festivas e símbolos pagãos tem adentrado na verdadeira igreja cristã, causando grande mal à sã doutrina. Mas, existe outros dois tipos de idolatria que as Escrituras ensinam e que devemos atentar e rejeitar.

Deus disse: “não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20:3). Jesus disse: “amarás o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento (Mt 22:37). Os textos ensinam claramente que os verdadeiros valores devocionais que motivam nossas vidas, têm Deus como primazia. Nesse sentido Deus não é uma divindade distante, mas uma pessoa que Se revelou por meio das Escrituras. Isso determina os motivos que devem orientar nossa mente, nosso coração e, por fim, nossas escolhas e o modelo de vida que temos.

Deus diz que a obstinação é como o pecado de idolatria. A palavra obstinação, do hebraico(פָּצַר – patsar), quer dizer teimosia (que não desiste facilmente), insolência (que demonstra desdém, desprezo, descaso e arrogância) e presunção (julgamento baseado em indícios, aparências).

Sempre que o crente teima em manter uma afeição excessiva às próprias convicções, ideias, pensamentos etc. acima da Palavra de Deus, comete o pecado de idolatria. E foi exatamente isso que Deus mandou Samuel dizer a Saul, quando viu que o rei novamente persistia em não dar ouvidos à Sua voz, teimando em fazer sua própria vontade.

“Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.” (1Sm 15.23)

Os crentes não devem ter projetos pessoais que não busquem a glória de Deus. Qualquer coisa ou pessoa que o crente coloque diante de Deus, em sua vida é idolatria: ideias pessoais, diversões, televisão, novelas, artistas, jogadores, música, trabalho, estudo, casamento, namoro, filhos, amizades etc.

Deus diz que a avareza é como o pecado de idolatria. A palavra avareza, do grego (πλεονεξία pleonexia), quer dizer retendo e desejando mais, ou seja, ansioso por ganho. Possuir coisas pertencentes aos outros. Cobiça pela fama, pelo lucro e pelas vantagens terrenas. [1]

“Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria” – Cl 3:5.

“Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.” – Ef 5:5.

Deus diz que aquela pessoa avarenta, que sempre quer mais em quantidade, número ou qualidade, que está sempre desejando a maior parte de ganhos e riquezas, bens, posses com a intenção de acumulá-los para si mesmo comete o pecado de idolatria.

Todos querem ter bens, conforto, e isso é lícito. Mas é importante saber que Jesus não veio ao mundo para tornar os homens ricos. Em Lc 12:13-15, Jesus diz que Ele não é repartidor de valores entre os homens, mas advertiu que todos se guardassem da avareza.

“E disse-lhe um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.

Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?

E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.”

O Senhor ensinou claramente que as riquezas são uma bênção e um dom de Deus, como está escrito em Ec 5:18-19:

“Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela coisa: comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, em que trabalhou debaixo do sol, todos os dias de vida que Deus lhe deu, porque esta é a sua porção. E a todo o homem, a quem Deus deu riquezas e bens, e lhe deu poder para delas comer e tomar a sua porção, e gozar do seu trabalho, isto é dom de Deus.”

Mas também ensinou que o amor às riquezas torna o homem inapto para o reino dos céus.

Na Parábola do Semeador, Ele disse que o engano e ilusão que a riqueza produz, não permite ao homem desenvolver um relacionamento verdadeiro com o Senhor, segundo Mc 4:19: “Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.”

No encontro com um jovem rico e cheio de justiça própria, Jesus demonstrou que, apesar de ele verbalizar que cumpria toda a lei de Deus, se traiu ao assumir que suas riquezas eram o seu bem mais valioso, conforme Mc 10:23: “Filhos, quão difícil é, para os que confiam nas riquezas, entrar no reino de Deus!”

Jesus nos exortou que o apego aos bens materiais deve ser deixado aos gentios que não conhecem a Deus. Quanto a nós, devemos lançar nossas ansiedades ao Senhor e confiar que Ele nos cuidará, como está escrito em Mt 6:31-34:

“Não andeis, pois, inquietos… Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais… Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.”


[1] Champlin, Russell Normam, 1933 – O Novo Testamento Interpretado: versículo por versículo: Vol. 5. São Paulo: Hagnos,2002.

2.     Feitiçaria

O termo feitiçaria, do grego – φαρμακεία (pharmakeia) – significa o uso de drogas, poções e encantamentos, buscando contato com o lado espiritual oculto. [1]

Na Feitiçaria o homem passa a ter comunhão com Satanás e seus demônios, na tentativa de influenciar pessoas e acontecimentos por meios sobrenaturais e ocultos.

Os que usam de tais práticas são conhecidos como bruxos, feiticeiros, magos, adivinhos e encantadores, que fazem seus rituais mantendo contato com demônios em troca de benefícios para si mesmo ou para outros. 

Quase sempre é caracterizado por um líder ou mediador (feiticeiro) que possui conhecimentos ou poderes sobrenaturais acima dos demais e que utiliza porções mágicas ou amuletos. Vejamos algumas dessas organizações através de textos escritos por seus adeptos:

“A Maçonaria é uma fraternidade dentro de uma fraternidade — uma organização exterior que esconde uma irmandade interior dos eleitos… A sociedade visível é uma esplêndida camaradagem de homens… A sociedade invisível é uma fraternidade secreta e augustíssima (de majestosa dignidade e grandiosidade), cujos membros dedicam-se ao serviço dos arcanos [segredos, mistérios].” [2] Os segredos e mistérios tratados na maçonaria são toda sorte de adivinhação, feitiçaria e espiritismo. [3]

O adivinho, antes reza e saúda todos os Orixás e durante os arremessos, conversa com as divindades e faz-lhes perguntas. Considera-se que as divindades afectam o modo como os búzios se espalham pela mesa, dando assim as respostas às dúvidas que lhes são colocadas.  [4]

“Desde a Antiguidade, pedras e cristais eram utilizados para equilíbrio físico, emocional e espiritual. Esses componentes químicos formados por meio de um processo natural que demora milhares de anos nas cavidades da Terra, eram comumente considerados úteis quando usados em talismãs, amuletos da sorte, terapias, ou como manifestantes de sabedoria. Sempre que adquirir uma pedra ou cristal numa loja, você deve fazer sua limpeza energética… elas devem ser higienizadas pelo método físico para depois receberem suas porções energéticas externas. A limpeza física pode ser feita por meio da água corrente com sal grosso, sob a chuva ou mesmo por defumação, processo de limpeza feito com a fumaça do incenso. Só é preciso estar atento à composição química da pedra, pois alguns exemplos podem enferrujar ou dissolver na água.” [5] 

Tais teorias chegam a ser cômicas, e, é difícil aceitar que muitas pessoas levam a sério. 

“Através da meditação profunda (sânsc. samadhi), adquire-se uma verdade; através do dharani, ela é fixada e retida na memória”. […] Podem ser de proteção ou parittas para afastar perigos, doenças, cobras, espíritos, influências nefastas e outras, assim como criar condições benéficas como saúde, felicidade, paz, um renascimento feliz, riqueza e assim por diante.

Um mantra (tib. ngag / sngags, jap. shingon), proteção mental, é uma série de sílabas místicas que invocam a energia de um Buda ou bodhisattva (Buda Shakyamuni em suas vidas anteriores).”  [6]

“Peça, acredite e receba. Simples assim é a fórmula apresentada por Rhonda Byrne, autora de O Segredo. “No momento em que você pede alguma coisa, e acredita, e sabe que já a tem no invisível, o Universo inteiro se move para deixá-la visível”.  “É observar o Universo como uma lâmpada mágica – e se comportar como o Aladim. Ao esfregar a lâmpada – ou seja, ao pensar positivamente – seus desejos se materializariam”. Rhonda Byrne, autora de O Segredo.  [7]

Em pouco mais de um ano, Rhonda Byrne acumulou uma fortuna de US$ 48,5 milhões. No mês de maio de 2007, ela foi eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Parece que, pelo menos para ela, o universo atendeu!

“O Espiritismo tem três preceitos fundamentais: o da evolução do espírito através da reencarnação, o da existência de vida em outros mundos e o da prática mediúnica como forma de comunicação entre os vivos e os mortos.” [8]

Adorar a Satanás abandonou o status de proscrito. “O satanismo já tem seu próprio templo – uma organização que saltou de três mil membros para cinquenta mil em apenas três anos… os Serviços de Impostos dos Estados Unidos – IRS – aceitou as deduções fiscais a todos que resolverem doar dinheiro para o “Templo Satânico”. Essa organização que cultua o diabo passou a ter o mesmo status que as igrejas, sinagogas e mesquitas. [9]  

Fato mundialmente divulgado, a Cerimônia de Abertura do Túnel Gotthard base na Suíça – foi um pavoroso Ritual Satânico. O primeiro-ministro italiano, o presidente suíço, a chanceler alemã e o president francês, participam do evento, além de líderes de várias religiões. [10]

Esses fatos demonstram como no mundo moderno a feitiçaria é amplamente aceita e divulgada. Cultuada nos meios intelectuais e artísticos, ganhou inclusive o status de “cult”, sendo incentivado sua prática por crianças, como vemos em várias produções literárias e cinemtográficas: os fenômenos mundiais Harry Potter e Frozen, Mulan, Rapunzel, A Bela e a Fera, Malévola e outros, culminando com a adoração aos espíritos imundos nas festas de Halloween e Dia dos Mortos, tradição mexicana, ambos com divulgação em filmes de alcance mundial.

E a Igreja de Deus, está isenta dessas obras das trevas?


[1] Bíblia ONLINE The Word.

[2] [Lectures on Ancient Philosophy, Manly P. Hall, pág. 433]

[3] https://www.espada.eti.br/free001a.asp

[4]  https://pt.wikipedia.org/wiki/Adivinha%C3%A7%C3%A3o

[5] https://blog.shopdoscristais.com.br/5-jeitos-energizar-sua-pedra-e-cristal/

[6] http://sobrebudismo.com.br/mantra-os-sons-da-iluminacao/

[7] https://super.abril.com.br/historia/pensamento-positivo/ 

[8] https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/04/quatro-perguntas-e-respostas-para-entender-o-espiritismo.html

[9] https://www.campograndenews.com.br/colunistas/em-pauta/heil-satan!-o-crescimento-do-satanismo-nos-eua

[10] https://jornalggn.com.br/midia/bizarro-show-da-abertura-de-tunel-na-suica-satanismo-illuminatis-ou-evento-sincromistico/


[1] Champlin, Russell Normam, 1933 – O Novo Testamento Interpretado: versículo por versículo: Vol. 4. São Paulo: Hagnos,2002.

[2] As Obras da Carne. Israel Carlos Biork. Sociedade Brasileira de Folhetos. São Paulo-SP.

[3] https://www.espada.eti.br/ce1008.asp

[4] Documentário O Estado do Vaticano. 7ª edição.

[5] https://www.espada.eti.br/natal.asp

[6] Já quando a incidência solar é menor em um dos hemisférios, ocorre o solstício de inverno.

[7]  https://mundoeducacao.uol.com.br/natal-1/arvore-natal-1.htm 

[8] https://brasilescola.uol.com.br/detalhes-festa-junina/origem-festa-sao-joao.htm

[9] https://brasil.elpais.com/brasil/2015/06/23/ciencia/1435060878_822017.html